Posts Tagged ‘surf’

Letting Go – O segredo da vitória! Mas isso sequer importa?

abril 26, 2010

Em 2005, Kelly Slater, atualmente nove vezes campeão mundial de surf e indiscutivelmente o maior surfista de todos os tempos, teve a melhor temporada da sua carreira. Naquele ocasião, ele conquistou o título de melhor do mundo pela sétima vez. Apesar disso, aquele ano não começou bem para ele. Com derrotas e resultados fracos nas primeiras provas, Slater chegou para o evento de Teahupoo, no Taiti, sem o favoritismo que geralmente o cerca considerando a disputa pelo título do WCT.

Durante uma bateria duríssima contra o havaiano Bruce Irons, Slater estava perdendo por combinação (precisando de uma combinação de notas para superar o adversário), o que significa basicamente estar perdendo de goleada no futebol. “Eu achei que estava tudo perdido, quando decide deixar toda aquela preocupação de lado. Decide que eu deveria parar de me preocupar com a competição, com as notas, com tudo aquilo, e como essa preocupação estava afetando os meus resultados”, conta Slater. O que aconteceu em seguida foi considerado por muitos como o momento mais antológico do surf competição:

Após esta onda, ele foi literalmente possuído por algo inexplicável e ganhou este evento em Teahupoo, outros três neste mesmo ano: em Fiji, J-bay e Trestles, o título mundial de 2005, 2006 e 2008, até aqui.

“Finalmente entendi que eu estava nesta posição em que não me importava mais se eu iria ganhar ou perder, mas, exatamente por isso, eu iria ganhar”, disse ele no filme intitulado Letting Go (Deixando Ir), no qual ele conta exatamente esta história.

Slater entendeu e nos provou que o prazer, o amor por aquilo que se faz é o melhor caminho a seguir. Esqueça a fama, o dinheiro e o status. Have fun everyday!

Ready to go?

abril 22, 2010

This little piece of heaven!

fevereiro 23, 2010

Apesar de toda a pagação da balada, e pra isso só olha quem quiser, Maresias é um lugar abençoado por Deus: água quente na maior parte do ano, ondas extremamente fortes e, não raramente, mar azul cristal, transparante, daqueles que você consegue ver o fundo enquanto acelera na face da onda….

Chegar com o Sol colorindo o dia assim e 1 metrão de onda no mar…why do you need all that fuckin money any way??? Nahhhh baby, let’s surf!

As incríveis histórias de Tim McKenna

dezembro 18, 2009

Tubos assassinos, avalanches e helicópteros fumegantes fazem parte do cotidiano profissional de McKenna, que corre tantos riscos quanto os atletas que fotografa

Sabe aquele tipo de foto que atrai a atenção até do ser humano mais indiferente? Uma cena incrível acontecendo em condições perfeitas de luz natural, como alguém pegando um tubo colossal, dropando uma montanha de neve ao lado de uma avalanche ou simplesmente um animal clicado sob a luz do sol… Quando você se deparar com uma dessas imagens, verifique o crédito do autor num dos cantos da foto. Existe uma grande possibilidade de você encontrar o nome Tim McKenna, um dos melhores fotógrafos “outdoor” (que lidam essencialmente com luz natural) do mundo e um dos maiores nomes em fotos de surf, snowboard, windsurf, motocross e alpinismo.

Em busca das melhores cenas, ele arrisca a própria vida, lado a lado com os atletas, e coleciona, junto com seus cliques, verdadeiras histórias de aventura, como as que você conhecerá a seguir.

CURRÍCULO E EQUIPOS NOTA 10

McKenna estudou ciência política e literatura na Universidade de Queensland, na Austrália, mas iniciou sua carreira de fato em Los Angeles, quando trabalhou como assistente para fotógrafos de moda e publicidade. O seu equipamento de trabalho inclui mais de sete câmeras e 21 lentes com todos os tipos de diferenças técnicas, além de quatro variações de caixas estanque, utilizadas para fotografar dentro d’água. “Um equipamento profissional é muito importante e depende muito do assunto a ser retratado. Atualmente, os fotógrafos de surf, por exemplo, viajam com algo em torno de U$ 10 e U$ 30 mil em equipamentos. Um PC também está se tornando uma obrigação para os fotógrafos itinerantes, além de equipamentos para digitalizar imagens”, aconselha McKenna.

Em 1990, o fotógrafo foi contratado pela marca Oxbow, o que potencializou o seu interesse por surf e outros esportes radicais. Desde então, ele trabalhou com grandes atletas, como os surfistas Laird Hamilton e Andy Irons, o piloto de motocross Jean-Michel Bayle e o escalador Patrick Edlinger, entre outros. “Ainda tenho muitas ambições e devo confessar que sou um pouco supersticioso, porque não gosto muito de especular sobre os meus projetos futuros. Mas acredito que quando você não possui sonhos e metas você está literalmente andando para trás”, ressalta McKenna. “Olhando o meu trabalho, me sinto feliz por ter criado algo duradouro e original, imagens que fazem as pessoas sonharem e respeitarem mais a natureza, e é exatamente isso o que eu quero continuar fazendo”, conclui o fotógrafo.

“Uma imagem inesquecível é aquela que você não vê freqüentemente. É a imagem que exerce um impacto forte por sua originalidade, qualidade e natureza do assunto retratado”, explica McKenna, que nasceu em Sydney, na Austrália, e atualmente reside em Paea, no Taiti. “A luz ideal acontece em momentos especiais em diferentes partes do planeta, mas eu notei que geralmente a luz é melhor no Hemisfério Sul do que no Norte”, revela o fotógrafo, que possui mais de 40 mil transparências originais e outras milhares de imagens digitais em seu estoque de fotos. McKenna já esteve em mais de 30 países para fotografar as melhores cenas de esportes radicais do planeta.

RISCO EXTREMO

“Quase morri fotografando. Uma vez, o helicóptero em que eu estava pegou fogo enquanto eu fotografava snowboard, mas felizmente o piloto conseguiu controlar o incêndio. Eu já fui pego por duas avalanches na Rússia, por uma onda enorme que virou o nosso barco em Tuamotu, na Polinésia Francesa, e já quase cai com o meu carro de uma ponte no Alasca – o veículo ficou suspenso no ar. Já presenciei situações extremas, como quebra de uma geleira na Rússia e uma avalanche durante uma viagem de snowboard. Os atletas tiveram muita sorte de sobreviver”, diz McKenna, que também surfa, pratica snowboard e detém o título de faixa preta de Kendo, arte marcial japonesa.

SAUDADES

“A performance mais corajosa que eu já presenciei foi a do Malik encarando a maior onda que ele surfou, em Teahupoo, na primeira experiência dele de tow-in naquele pico”, afirma McKenna, referindo-se ao surfista Malik Joyeux, que faleceu no dia 2 de dezembro de 2005, surfando a onda de Pipeline, no Havaí. “Nesse dia em Teahupoo, no Taiti, todos os surfistas estavam pegando os tubos mais incríveis de suas vidas, mas eles também sabiam que a tragédia poderia acontecer a qualquer momento, por isso muitos estavam felizes por simplesmente assistir, sentados no canal. O Raimana (parceiro de tow-in de Malik) ofereceu uma última onda ao Malik, que aceitou sem um milímetro de hesitação, pois ele vinha esperando o dia todo impacientemente por aquele momento. Alguns minutos depois, a maior bomba do dia entrou e o Raimana cuidadosamente posicionou o Malik no lugar certo. Ele gritou: ‘Espera, calma, calma. Ok, solta!’ e o Malik largou o cabo e se encaixou na base de uma onda que tinha uns dez metros de face, enquanto aquela coisa explodia ao redor dele. O spray do tubo quase o derrubou e o mandou direto para a escuridão, mas ele conseguiu permanecer em pé e chegar até a segurança do canal. Aos 23 anos de idade, Malik Joyeux tinha surfado talvez a onda mais poderosa de todos os tempos”, conta McKenna, emocionado. “Esse garoto que eu conheci era, aos meus olhos, o melhor surfista do mundo. Não somente porque ganhou títulos mundiais ou surfou as maiores ondas, mas porque era a personificação de tudo o que o surf representa. Quem surfasse ou simplesmente estivesse ao seu lado era imediatamente cativado pelo amor que ele sentia pela vida. Ele era capaz de comunicar a essência do surf por meio da sua própria vida. Um oceano de risadas, respeito, inocência, amizade e generosidade, o símbolo de uma nova geração de atletas, tão puro a ponto de ser capaz de mostrar emoções reais. Não unicamente as emoções de surfar ondas gigantes ou vencer competições, mas a simples emoção de amar o oceano e ser cúmplice de todos os seus segredos e belezas”, diz McKenna.

POR QUE TEAHUPOO?

As ondas de Teahupoo significam muito para Tim McKenna. “Elas simbolizam muitas coisas da vida. Estão sempre mudando – podem ser inofensivas, claras e com cores inacreditáveis um dia, e escuras, perigosas e ameaçadoras em outro. São ondas milagrosas que podem hipnotizar pela sua força e perfeição. Acredito que Teahupoo nos fascine tanto porque, apesar da nossa arrogância, nós sabemos que o ser humano não pode produzir nada sequer parecido com aquilo. Aquelas ondas são obviamente obra de algum tipo superior de inteligência. Então eu penso que em última análise elas literalmente representam e comprovam a existência de Deus”, define McKenna. Teahupoo, que significa “o fim da estrada” e está localizada a uma hora de Papeete, no Taiti, cria os tubos mais pesados e perfeitos entre todas as ondas da Terra registradas até o presente momento.

MANOBRA ENDIABRADA

“Quando o Laird surfou aquela onda em 2000 (17 de agosto), todos nós sabíamos que o mar estaria pesado, mas ninguém poderia imaginar nada como aquela onda. A primeira grande série de ondas entrou por volta de 8h30 da manhã. O parceiro do Laird o posicionou para uma onda, mas no último instante ele desistiu e não desceu. Neste momento, a maré estava totalmente seca e aquela quantidade massiva de água dobrando sobre o recife estava entortando as ondas. Aquela foi uma decisão que aconteceu em milésimos de segundo e que provavelmente salvou a vida do Laird. Após surfar algumas ondas intermediárias, ele estava pronto para as maiores”, conta McKenna. “Exatamente às 11h38 uma onda endiabrada, com o dobro do tamanho das ondas regulares que estavam quebrando, entrou no recife. O Laird soltou o cabo do jet ski e começou a acelerar sua prancha. A parede de 20 pés (aproximadamente sete metros) criou um tubo perfeito e ele se posicionou no que mais parecia uma caverna. A postura e a trajetória que ele assumiu na onda foram tão perfeitas como a onda em si. O spray do tubo o fez desaparecer, enquanto todos os barcos que estavam filmando a ação navegavam rumo ao canal para não serem atingidos por aquele monstro. Estávamos fugindo da zona de impacto quando vimos o Laird aparecendo por entre uma nuvem de água branca. Ele tinha se colocado para dentro do tubo mais grotesco já presenciado, e sobrevivido”, completa o fotógrafo.

Clique aqui para ver a reportagem da Revista Go Outside

O site oficial do fotógrafo é o www.tim-mckenna.com

“..mais importante do que o que você sabe, é o que você faz com o que sabe..”

novembro 24, 2009

A velha polêmica do Tow In

outubro 11, 2009
Durante o último sábado, dia 3 de outubro, fui surfar em São Pedro, no Guarujá (SP). Acompanhado do fotógrafo Edu Vertullo, cheguei para conferir as condições do mar por volta de 9:00h da manhã. Grata surpresa foi encontrar ondas de 1 metro abrindo muito, com a arrebentação fácil e pouco crowd na água.
Após surfar boas esquerdas e direitas por quase uma hora, tive outra grande surpresa, esta nada boa: duas duplas de tow in começaram a passar entre os surfistas, ao ponto de que em algumas situações eu vi o piloto desviar de surfistas que estavam sentados esperando a série. Isso mesmo, os caras estavam fazendo tow in em 1 metro de onda, no meio de pelo menos meia dúzia de surfistas que assistiam indignados às cenas bizarras.
Não sou contra o tow in, muito pelo contrário, admiro muito o esporte, apesar de não praticar. O problema é que a modalidade está se disseminando com muita intensidade e pouca organização ou respeito. Muito se fala em associações, regulamentação etc, mas a verdade é que isso não tem acontecido na prática. Sinceramente, vejam as fotos deste dia ao qual me refiro. Compare as imagens dos surfistas de remada e as imagens que o fotógrafo Du Vertullo fez dos surfistas de tow in. Além de todo o treinamento que aborda pilotagem, técnicas de resgate, primeiros socorros, entre tantas outras que o tow in demanda, os surfistas que usam o jet precisam de muito bom-senso. Surfar ondas de 1 metro em meio a outros surfistas é no mínimo perigoso e imprudente, para não dizer constrangedor!

Durante o último sábado, dia 3 de outubro, fui surfar em São Pedro, no Guarujá (SP). Acompanhado do fotógrafo Edu Vertullo, cheguei para conferir as condições do mar por volta de 9:00h da manhã. Grata surpresa foi encontrar ondas de 1 metro abrindo muito, com a arrebentação fácil e pouco crowd na água.

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Após surfar boas esquerdas e direitas por quase uma hora, tive outra grande surpresa, esta nada boa: duas duplas de tow in começaram a passar entre os surfistas, ao ponto que em algumas situações eu vi o piloto desviar de surfistas que estavam sentados esperando a série. Isso mesmo, os caras estavam fazendo tow in em 1 metro de onda, no meio de pelo menos meia dúzia de surfistas que assistiam indignados às cenas bizarras.

IMG_157Não sou contra o tow in, muito pelo contrário, admiro muito o esporte, apesar de não praticar. O problema é que a modalidade está se disseminando com muita intensidade e pouca organização ou respeito. Muito se fala em associações, regulamentação etc, mas a verdade é que isso não tem acontecido na prática. Sinceramente, vejam as fotos deste dia ao qual me refiro. Além de todo o treinamento que aborda pilotagem, técnicas de resgate, primeiros socorros, entre tantas outras que o tow in demanda, os surfistas que usam o jet precisam de muito bom-senso. Surfar ondas de 1 metro em meio a outros surfistas é no mínimo perigoso e imprudente, para não dizer constrangedor!

O verdadeiro Espírito Aloha

outubro 4, 2009
Observando os surfistas em geral nos picos onde surfo, tenho a impressão de que existe uma animosidade que transcende o limite do que pode ser entendido como uma disputa natural para pegar as melhores ondas. Existe muita amizade, é verdade, mas também há uma quantidade desnecessária de discussão e brigas. Acertar grandes movimentos: aéreos, manobras com giro e se destacar são, via de regra, orientações que nós seguimos muito mais do que seguimos o que dizem as idéias originais relacionadas ao surfe: o espírito Aloha.
Segundo o Wikipedia, “Aloha significa afeição, amor, paz, compaixão e misericórdia. Derivado da etimologia folclórica havaiana, o termo também remete às idéias de presença, face, compartilhar e ao Sopro da Vida (breath of life ou essence of life). Acredito que todo surfista sabe o que Aloha significa, mas a prática diária, seja com um lineup ou com as ruas lotadas de carros, é que oferece o grande desafio. Você cumprimenta os outros surfistas quando chega lá fora? Ou sai remando que nem louco para pegar a sua primeira onda?
Compartilhar com alegria a essência da vida é o que Aloha realmente traduz e esta é a melhor lição que o surfe pode ensinar: estar no mar com outros seres humanos é uma benção! “Muita gente e poucas ondas, aí entra o espírito Aloha”.

Observando os surfistas em geral nos picos onde surfo, tenho a impressão de que existe uma animosidade que transcende o limite do que pode ser entendido como uma disputa natural para pegar as melhores ondas. Existe muita amizade, é verdade, mas também há uma quantidade desnecessária de discussão e brigas. Acertar grandes movimentos: aéreos, manobras com giro e se destacar são, via de regra, orientações que nós seguimos muito mais do que seguimos o que dizem as idéias originais relacionadas ao surfe: o espírito Aloha.

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Segundo o Wikipedia, “Aloha significa afeição, amor, paz, compaixão e misericórdia. Derivado da etimologia folclórica havaiana, o termo também remete às idéias de presença, face, compartilhar e ao Sopro da Vida (breath of life ou essence of life). Acredito que todo surfista sabe o que Aloha significa, mas a prática diária, seja com um lineup ou com as ruas lotadas de carros, é que oferece o grande desafio. Você cumprimenta os outros surfistas quando chega lá fora? Ou sai remando que nem louco para pegar a sua primeira onda?

Compartilhar com alegria a essência da vida é o que Aloha realmente traduz e esta é a melhor lição que o surfe pode ensinar: estar no mar com outros seres humanos é uma benção! “Muita gente e poucas ondas, aí entra o espírito Aloha”.

Litoral norte de São Paulo em perigo

setembro 29, 2009
Pense na seguinte situação: surfar um mar gigante, com 12 ou 15 pés havaianos, por exemplo, com uma prancha 6 pés. Pior ainda, o mar não pára de crescer e o seu equipamento, que é absolutamente inadequado para as condições, está de fato colocando a sua saúde em risco. Metaforicamente, isso está acontecendo no litoral norte de São Paulo. Segundo o plano diretor da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), as cidades de Bertioga, São Sebastião e Ilha Bela são as que mais crescem no estado (na última década o ritmo foi de 16,1%, 7,2% e 12,2%, respectivamente). Ainda de acordo com o documento, São Sebastião trata apenas 30% do esgoto, Ilha Bela trata espantosos e insignificantes 4%, Bertioga 34% e o litoral norte, em média, 28%.
Esta situação extremamente preocupante não é recente. No fim de 2007, a Sabesp já falava em um investimento de R$ 2 bilhões, que teoricamente elevaria, por meio do programa Onda Limpa, o índice de coleta e tratamento de esgoto desta região para 80% até 2011. Atualmente, o Governo do Estado garante que vai elevar a coleta e tratamento de esgotos do Litoral Norte para 85% até 2015 e que o Onda Limpa prevê investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão na Região Metropolitana da Baixada Santista e Litoral Norte de São Paulo.
Em audiência recente com Ernane Bilotte Primazzi e Toninho Colucci, prefeitos de São Sebastião e Ilha Bela, respectivamente, a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena, informou que o Governo de São Paulo vai investir mais R$ 57,2 milhões em obras do programa Onda Limpa. Este é o terceiro anúncio de investimentos desde o lançamento do programa, em 2008 O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, também participou do encontro com os prefeitos.
Você se importa? Cobre os prefeitos dos municípios, cobre a senhora. Dilma Pena e o senhor Gesner Oliveira. Informe-se sobre o cronograma do Onda Limpa. Perder a balneabilidade das praias significa o caos na região e nós não estamos longe desta situação, considerando a quantidade de esgoto que é gerado e não recebe o devido tratamento. É uma questão crucial, pois afeta diretamente à saúde de todos. A questão vai muito além de ficar sem o seu pico predileto para surfar, é uma questão séria de saúde pública.

Pense na seguinte situação: surfar um mar gigante, com 12 ou 15 pés havaianos, por exemplo, com uma prancha 5.11 . Pior ainda, o mar não pára de crescer e o seu equipamento, que é absolutamente inadequado para as condições, está de fato colocando a sua saúde em risco. Metaforicamente, isso está acontecendo no litoral norte de São Paulo. Segundo o plano diretor da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), as cidades de Bertioga, São Sebastião e Ilha Bela são as que mais crescem no Estado (na última década o ritmo foi de 16,1%, 7,2% e 12,2%, respectivamente). Ainda de acordo com o documento, São Sebastião trata apenas 30% do esgoto, Ilha Bela trata espantosos e insignificantes 4%, Bertioga 34% e o litoral norte, em média, 28%.

Esta situação extremamente preocupante não é recente. No fim de 2007, a Sabesp já falava em um investimento de R$ 2 bilhões, que teoricamente elevaria, por meio do programa Onda Limpa, o índice de coleta e tratamento de esgoto desta região para 80% até 2011. Atualmente, o Governo do Estado garante que vai elevar a coleta e tratamento de esgotos do Litoral Norte para 85% até 2015 e que o Onda Limpa prevê investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão na Região Metropolitana da Baixada Santista e Litoral Norte de São Paulo.

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Em audiência recente com Ernane Bilotte Primazzi e Toninho Colucci, prefeitos de São Sebastião e Ilha Bela, respectivamente, a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena, informou que o Governo de São Paulo vai investir mais R$ 57,2 milhões em obras do programa Onda Limpa. Este é o terceiro anúncio de investimentos desde o lançamento do programa, em 2008. O presidente da Saesp, Gesner Oliveira, também participou do encontro com os prefeitos.

Você se importa? Cobre os prefeitos dos municípios, cobre a senhora Dilma Pena e o senhor Gesner Oliveira. Informe-se sobre o cronograma do Onda Limpa e conheça o programa. Perder a balneabilidade das praias significa o caos na região e nós não estamos longe desta situação, considerando a quantidade de esgoto que é gerado e não recebe o devido tratamento. É uma questão crucial, pois afeta diretamente à saúde de todos. A questão vai muito além de ficar sem o seu pico predileto para surfar, é uma questão séria de saúde pública.

A fórmula da Inspiração

setembro 25, 2009
Luz, câmera e muita ação. Esses são os elementos que compõem o trabalho de quem se dedica a produzir imagens de surf. Sempre fui literalmente um fotógrafo amador de surf, considerando que não vivo da fotografia e faço porque sou apaixonado. Como jornalista, escrever é a minha ocupação profissional. O texto, na minha opinião, funciona muitíssimo bem quando o intuito é estimular o raciocínio, fazer pensar. Mas imagens funcionam muito melhor quando a intenção é levar ao resto do mundo um pouco da sensação de estar absolutamente envolvido pelo oceano, acelerando sobre a face de uma onda, dentro de um tubo ou em uma praia paradisíaca, por exemplo. Imagens funcionam melhor para fazer sonhar.
Uma das boas entrevistas que eu acredito ter realizado na minha carreira, publicada em maio de 2009 no NEXTSURF, foi com o fotógrafo australiano Tim Mckenna. (Confira a entrevista!) Quando questionado sobre qual seria o maior legado de uma vida como fotógrafo, Mckenna afirmou que se sente “feliz por ter criado algo original e duradouro. Imagens que fazem as pessoas sonharem e respeitarem mais a natureza”.
Eu concordo plenamente: essa é a grande riqueza do trabalho desenvolvido por todos os profissionais que produzem imagens e textos de surf. A idéia é criar matérias que inspiram, fazem sonhar, porque sonhos são fundamentais para a elaboração de metas, que por sua vez necessitam ser concretizadas para que possamos atingir a felicidade.
É como disse o falecido poeta norte-americano JD Salinger: “o universo inteiro conspira a favor do homem que sabe o que quer”. Sonhar, idealizar e concretizar, essas são as etapas que formam o ciclo iniciado pela fórmula da inspiração.

Luz, câmera e muita ação. Esses são os elementos que compõem o trabalho de quem se dedica a produzir imagens de surf. Sempre fui literalmente um fotógrafo amador de surf, considerando que não vivo da fotografia e faço porque sou apaixonado. Como jornalista, escrever é a minha ocupação profissional. O texto, na minha opinião, funciona muitíssimo bem quando o intuito é estimular o raciocínio, fazer pensar. Mas imagens funcionam muito melhor quando a intenção é levar ao resto do mundo um pouco da sensação de estar absolutamente envolvido pelo oceano, acelerando sobre a face de uma onda, dentro de um tubo ou em uma praia paradisíaca, por exemplo. Imagens funcionam melhor para fazer sonhar.

Uma das boas entrevistas que eu acredito ter realizado na minha carreira, publicada em maio de 2009 no NEXTSURF, foi com o fotógrafo australiano Tim Mckenna. Quando questionado sobre qual seria o maior legado de uma vida como fotógrafo, Mckenna afirmou que se sente “feliz por ter criado algo original e duradouro. Imagens que fazem as pessoas sonharem e respeitarem mais a natureza”.

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Eu concordo plenamente: essa é a grande riqueza do trabalho desenvolvido por todos os profissionais que produzem imagens e textos de surf. A idéia é criar matérias que inspiram, fazem sonhar, porque sonhos são fundamentais para a elaboração de metas, que por sua vez necessitam ser concretizadas para que possamos atingir a felicidade.

É como disse o falecido poeta norte-americano JD Salinger: “o universo inteiro conspira a favor do homem que sabe o que quer”. Sonhar, idealizar e concretizar, essas são as etapas que formam o ciclo iniciado pela fórmula da inspiração.

Ondas de Probabilidade

setembro 9, 2009
Você acredita que pode determinar o tamanho, deslocamento ou projeção de uma onda no oceano? Impossível? Loucura? Por mais incrível que isso pareça, muitas evidências fornecidas pela física quântica, ciência que estuda também a natureza da realidade, apontam nesta direção. Segundo Fred Alan Wolf, físico quântico e escritor, “a realidade como você a conhece é formada por ondas de probabilidade organizadas pela consciência humana, ou seja, você observa, as coisas acontecem, você não observa, elas não acontecem”, afirma.
Muitos estudos como o Gerador de Eventos Aleatórios (GEA) e a Mensagem da Água, entre outros, demonstram o que o surf parece nos mostrar na prática, com aquelas sensações de “nossa, hoje todas estão vindo para mim” ou “não peguei nada hoje”. “Investigando a matéria subatômica você descobre níveis de pura abstração, e que isso de alguma maneira forma um campo universal, que interliga todas as coisas, é o que chamamos de Teoria do Entrelaçamento (Entanglement Theory) e que une todas as coisas existentes como um único organismo vivo, no qual a consciência humana imprime os reflexos dos seus pensamentos e intenções”, diz Wolf.
O GEA, por exemplo, é um estudo que utiliza basicamente uma máquina simples, que produz 0s ou 1s, em dez casas, quando um botão é acionado. Teoricamente, 50% para cada um dos dois números, considerando que o mecanismo não recebe programação ou instrução prévia. Os cientistas notaram então que o resultado produzido pelo mecanismo variava de acordo com quem apertasse o botão e o observasse. Variação natural do aparelho? Mas eles constataram também que durante eventos que reúnem grandes quantidades de atenção humana, como o caso do atleta O.J Simpson, 11 de setembro, entre outros mapeados, “o mecanismo deixa de ser imparcial. A aleatoriedade do aparelho parece sumir, e isso nos diz muitas coisas acerca de como o ímpeto humano afeta a natureza do que nós chamamos de realidade”, acrescenta o físico.
A Mensagem da Água, do cientista japonês Masaru Emoto, é um estudo obrigatório para todo surfista. Ele demonstra como a água reage às emoções humanas e os cristais que produzem refletindo cada intenção. O trailer do filme diz: “se os nossos pensamentos fazem isso com a água e nós somos 70% feitos de água, imagine o que eles não fazem com nós”.
Existem muitos estudos, livros e filmes de diversas partes do conhecimento humano sobre o tema e, apesar de utilizarem métodos diferentes, todos parecem apontar nesta direção: “você cria o seu próprio Universo na forma como escolhe deliberadamente observar o mesmo”. E no mar? Você cria as suas ondas?
Links interessantes sobre o tema:

Segundo Fred Alan Wolf, físico quântico e escritor, “a realidade como você a conhece é formada por ondas de probabilidade organizadas pela consciência humana, ou seja, você observa, as coisas acontecem, você não observa, elas não acontecem”, afirma.

Muitos estudos como o Gerador de Eventos Aleatórios (REG) e a Mensagem da Água, entre outros, demonstram o que o surf parece nos mostrar na prática, com aquelas sensações de “nossa, hoje todas estão vindo para mim” ou “não peguei nada hoje”. “Investigando a matéria subatômica você descobre níveis de pura abstração, e que isso de alguma maneira forma um campo universal, que interliga todas as coisas, é o que chamamos de Teoria do Entrelaçamento (Entanglement Theory) e que une todas as coisas existentes como um único organismo vivo, no qual a consciência humana imprime os reflexos dos seus pensamentos e intenções”, diz Wolf.

O GEA, por exemplo, é um estudo que utiliza basicamente uma máquina simples, que produz 0s ou 1s, em dez casas, quando um botão é acionado. Teoricamente, 50% para cada um dos dois números, considerando que o mecanismo não recebe programação ou instrução prévia. Os cientistas notaram então que o resultado produzido pelo mecanismo variava de acordo com quem apertasse o botão e o observasse. Variação natural do aparelho? Mas eles constataram também que durante eventos que reúnem grandes quantidades de atenção humana, como o caso do atleta O.J Simpson, 11 de setembro, entre outros mapeados, “o mecanismo deixa de ser imparcial. A aleatoriedade do aparelho parece sumir, e isso nos diz muitas coisas acerca de como o ímpeto humano afeta a natureza do que nós chamamos de realidade”, acrescenta o físico.

A Mensagem da Água, do cientista japonês Masaru Emoto, é um estudo obrigatório para todo surfista. Ele demonstra como a água reage às emoções humanas e os cristais que produzem refletindo cada intenção. O trailer do filme diz: “se os nossos pensamentos fazem isso com a água e nós somos 70% feitos de água, imagine o que eles não fazem com nós”.

Existem muitos estudos, livros e filmes de diversas partes do conhecimento humano sobre o tema e, apesar de utilizarem métodos diferentes, todos parecem apontar nesta direção: “você cria o seu próprio Universo na forma como escolhe deliberadamente observar o mesmo”. E no mar? Você cria as suas ondas?