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Razão (editorial) Onda Magazine #3

setembro 29, 2011

Aloha, emoções humanas e a essência do surfe

“O surfe profissional percorreu um longo caminho desde 1976 e encontra-se agora na sua quarta década de existência. Hoje, os melhores surfistas ganham milhões de dólares com publicidade e levam 100 mil dólares pelo primeiro lugar em eventos da ASP, o que representa mais de três vezes o meu rendimento anual como campeão mundial naquele ano de 1976…”, escreveu Peter Townend, lenda viva do surfe e membro do conselho editorial da Onda Magazine, para a segunda edição da revista.

Como basicamente todas as progressões da vida, esta evolução do esporte traz implicações positivas e novos desafios. Os aspectos positivos são evidentes: melhores salários, mais infraestrutura, aceitação do esporte, que pode ser usado como base para inúmeros propósitos saudáveis, entre muitos outros. Mas quais são os novos desafios relacionados à expansão que o surfe sofreu como esporte nos últimos 40 anos?

Atualmente, observando os surfistas em geral, tenho a impressão que existe algo além do limite que pode ser entendido como uma disputa natural para pegar as melhores ondas. Acertar grandes movimentos, como aéreos e manobras com giro, por exemplo, e se destacar são, geralmente, orientações que nós (como grupo) seguimos muito mais do que seguimos o que dizem as ideias originais vinculadas ao surfe: o Espírito Aloha. Esse é o principal desafio. O surfe se profissionalizou e agora, muitas vezes, segue a premissa básica do mercado corporativo: o resultado é o mais importante. A performance é a coisa mais importante.

Segundo os havaianos, “Aloha significa afeição, amor, paz, compaixão e misericórdia”. Derivado da etimologia folclórica havaiana, o termo também remete às ideias de presença, face, compartilhar e ao Sopro da Vida (breath of life ou essence of life). Acredito que todo surfista sabe o que Aloha significa, mas a prática diária, seja com um lineup ou com as ruas lotadas de carros, é que oferece o grande desafio. Você cumprimenta os outros surfistas quando chega lá fora? Ou sai remando como louco para pegar a sua primeira onda? Esse é o principal desafio: coexistir em paz em um mundo cada vez mais lotado e competitivo. E o surfe pode nos ajudar com isso.

Com matérias que abordam a universalidade das emoções no surfe (todos sentimos as mesmas emoções básicas e a diferença encontra-se em como reagíamos a elas), a vida de um big rider que acredita que “a sociedade ocidental valoriza demais a competição”, a segunda parte da história que conta como o surfe profissional evoluiu nas últimas quatro décadas, da simplicidade e magia dos primórdios até os dias atuais, e muito mais, esta edição da Onda Magazine ressalta as emoções humanas e o Espírito Aloha antes dos resultados e competições.

Durante uma entrevista que fiz com o fotógrafo australiano Tim Mckenna, perguntei quem era o surfista preferido dele. Ele me disse: “Esse garoto que eu conheci era, aos meus olhos, o melhor surfista do mundo, não porque ele ganhou títulos mundiais ou surfou as maiores ondas, mas porque era a personificação de tudo o que o surfe representaQuem surfasse ou simplesmente estivesse ao lado dele era imediatamente cativado pelo amor que ele sentia pela vidaEle era capaz de comunicar a essência do surfe por meio da sua própria vidaUm oceano de risadas, respeito, inocência, amizade e generosidadeo símbolo de uma nova geração de atletas, tão puro ao ponto de ser capaz de mostrar emoções reaisnão unicamente as emoções de surfar ondas gigantes ou vencer competições, mas a simples emoção de amar o oceano e ser cúmplice de todos os seus segredos e belezas“, referindo-se ao surfista taitiano, Malik Joyeux.

Compartilhar com alegria a essência da vida é o que Aloha realmente traduz e esta é a melhor lição que o surfe pode ensinar: estar no mar (ou em qualquer lugar) com outros seres humanos é uma benção.

Aloha bro!

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Onda Magazine #3

setembro 16, 2011

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julho 8, 2011

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abril 6, 2011

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PORQUE SEM ONDA NÃO TEM SURFE!

Onda Magazine

janeiro 17, 2011

O surfe evoluiu. De pranchas que pesavam mais de setenta quilos e basicamente não faziam curvas até o moderno equipamento de tow surf, com roupas revestidas em kevlar e outras inovações consideradas inviáveis há pouco tempo. Paralelamente, os surfistas e a comunidade relacionada ao esporte evoluíram também. Hoje temos todos os tipos de pessoas pegando Onda, de empresários neoliberais a fazendeiros, de religiosos a ateus, de digitais a analógicos, dos mais ricos aos mais pobres e muito mais. Diferentes mentalidades, muito provavelmente, com apenas dois aspectos em comum: o surfe e a capacidade de pensar. Os veículos de surfe em circulação no Brasil exploram o primeiro, sem dúvida.  A Onda Magazine chega para unir ambos.

Uma nova proposta editorial

Quebrar o paradigma que restringe a perspectiva dos surfistas ao que existe somente no universo do surfe é a proposta da Onda Magazine. Os melhores tubos e manobras, as maiores ondas, lajes e picos secretos, os aéreos mais altos e inovadores, os atletas que mais se destacam, as principais novidades, arte, música, além de todos os temas e imagens que naturalmente são interessantes para os surfistas serão o norte da linha editorial da revista, assim como acontece com as publicações de surfe em todo o planeta. A grande diferença é que não vamos nos ater a estes tópicos. Ou seja, não vamos simplesmente apresentar o que existe de melhor no universo do surfe, e sim usar o que existe de melhor no universo do surfe para abordar temas em ciências, política, empreendedorismo e economia, comportamento, espiritualidade e cultura, para citar alguns. A linha editorial da Onda Magazine parte do pressuposto que os surfistas são inteligentes e pretende estimular o raciocínio para ampliar o horizonte do leitor, usando sempre o surfe como o cerne da abordagem.

 

Da esquerda para a direita: Bruno Caiafa, Marcos Bocayuva, Cesar Calejon, Nando Haber, Arthur Ferraz, e Daniel Mendes.

O projeto da Onda traz uma nova alternativa para o mercado editorial brasileiro: conhecimento e o que existe de melhor no surfe mundial no mesmo veículo. Cada edição da revista será cuidadosamente elaborada, do trabalho de pesquisa e apuração dos colaboradores de texto à seleção do material fotográfico e arte final. As seções fixas estão sob a responsabilidade de um time de profissionais com décadas de experiência nas suas respectivas funções. São jornalistas, fotógrafos, atletas, apneístas, big riders e personalidades que vivem toda a intensidade do oceano cotidianamente. A Onda roda nas banca(das) a partir de abril. Uma nova perspectiva do que pode ser feito com o surfe em termos editoriais.

 

PORQUE SEM ONDA NÃO TEM SURFE!