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A Universalidade das SURFemoções

novembro 11, 2011

Publicado em agosto de 2011 pela Onda Magazine:

Um dos principais pontos constantemente ressaltados pelo Dalai Lama, o líder espiritual do povo tibetano, é que os seres humanos, independentemente de nacionalidade, nível de instrução ou qualquer outro aspecto relacionado ao contexto no qual o individuo está inserido, são basicamente iguais. Isso quer dizer que sentimos as mesmas emoções elementares e a diferença estaria em como reagimos a elas. É a universalidade das emoções. Convidamos os surfistas Bruno Santos, Jessé Mendes e Kiron Jabour para testar a afirmação e entender porque somos tão diferentes apesar de sentirmos as mesmas emoções fundamentais.

Por exemplo, mostramos a foto número 2 aos atletas e pedimos que eles expressassem as suas emoções com relação à imagem usando apenas uma ou poucas palavras. Nesta ordem, Jessé, Kiron e Bruno responderam: “uhu, vamos logo pra água”, “eu quero” e “felicidade”.  Essa é a ideia do Dalai Lama: todos querem ser feliz e evitar a dor. Para os surfistas, um tubo cristalino e sem crowd é o sinônimo perfeito de felicidade.  Todos sentem assim. A neurocientista estadunidense, Cadence Pert, ressalta que “este é um comportamento (evitar a dor e buscar o prazer) verificado até em seres unicelulares. Ou seja, não é uma característica exclusiva dos seres humanos, mas uma propriedade natural do funcionamento da vida”.

O trabalho do pesquisador Paul Ekman, psicólogo estadunidense pioneiro no estudo das emoções e expressões faciais, parece realmente apontar nesta direção. Ekman realizou estudos culturais com tribos isoladas em muitos países ao longo dos anos, exibindo fotos de rostos humanos que demonstravam diferentes tipos de emoções para membros destas comunidades. Vale destacar que estes sequer o conheciam ou tinham realizado qualquer tipo de contato prévio com outros seres humanos que não os habitantes das suas próprias tribos. Ou seja, o fator cultural de outras comunidades não estava presente na equação.

Ekman descobriu que os membros das tribos, apesar do isolamento e da ausência do contexto cultural, eram perfeitamente capazes de reconhecer as emoções demonstradas nas faces. Após muitos anos de trabalho, o pesquisador concluiu que seis expressões emocionais são universais: felicidade, tristeza, raiva, medo, asco e surpresa.

As expressões faciais podem universalmente comunicar as emoções. O fato de diferentes culturas apresentarem formas semelhantes de expressão facial pode sugerir que estas manifestações sejam programadas geneticamente. Ao mesmo tempo, maneiras distintas de expressar emoção dentro de uma cultura sugerem que existem sim componentes que são aprendidos e totalmente referentes ao contexto cultural e a experiência particular de cada indivíduo.

Quando exibimos a foto número 4, Bruno Santos disse imediatamente “Déborah”, Jessé exclamou “que gostosa!” e Kiron perguntou “É pra mim?”. E quando mostramos a foto número 3, Bruno disse “acontece”, Jessé se sentiu “desesperado de medo dos pontos” e Kiron preferiu isolar com um “não, obrigado”. O que isso quer dizer? Que a gata da foto 4 é realmente linda! E que, apesar de todos sentirem essas seis emoções elementares, funcionamos estabelecendo associações para entender o mundo.

Quando você lê a palavra “tubo”, todo o seu processo cognitivo utiliza as referências que você de alguma forma assimilou durante a vida (tubos que você já pegou, tipos diferentes de tubos, tubos de PVC, tubos de esgoto, entre muitos outros) para estabelecer associações e compreender o termo. Muitas vezes, são essas associações que nos trazem os problemas.

O IAT Implicit Associantion Test (Teste de Associações Implícitas), da Universidade de Harvard, avalia as associações que estão atrás da porta fechada do inconsciente, e que ainda assim influenciam tanto o nosso comportamento (acesse ondamagazine.com para fazer o teste). A ideia é perceber como reagimos a situações espontâneas, quando não estamos sendo testados. Por exemplo, repare na forma como você reage no mar quando outro surfista te rabeia. Faz diferença quem este outro surfista é? Claro que sim. “Tudo depende da pessoa. Todo mundo é diferente e cada um reage da sua maneira quando rabeado”, responde Kiron. Como essa diferença associativa, que faz todo mundo parecer diferente, está organizada em você é o que o IAT demonstra.

Sabia, por exemplo, que a altura média do homem estadunidense é 1,75m e que, entre os CEOs masculinos das empresas que estão entre as 500 da Fortune (lista das maiores corporações dos EUA), esta média sobe para praticamente 1,85m? E daí? Você pode pensar duas coisas quando eu faço esta pergunta. A primeira: queria ser mais alto! Ou a segunda: por que esse grupo é 10cm mais alto do que o resto do país? Caso você tenha optado pela primeira, sem dúvida o IAT Implicit Association Test, da Universidade de Harvard, vai te assustar. Existe um modelo (alimentado principalmente por veículos de comunicação de massa) que reforça associações do tipo: alto é bom, baixo é ruim, magro é bom, gordo é ruim, entre outros milhões que implicitamente formam a nossa visão do mundo e geralmente nos levam ao consumismo.

As associações implícitas estão em todo lugar, inclusive no surfe. Mas a simples prática do surfe pode nos ajudar a destruir algumas associações que são nocivas para a sociedade e estão ultrapassadas. “Na água, mesmo com problemas de vez em quando, somos todos iguais. O simples fato de pegar umas ondinhas no final do dia depois do trabalho ajuda muito a relaxar”, afirma Bruno Santos.

Segundo Paul Ekman, durante uma reunião que o Dalai Lama teve com vários cientistas, ele os olhou e disse: “vocês não sabiam que são as religiões que dividem o mundo? O que realmente nos une são as emoções humanas, as nossas emoções, a compaixão por quem sequer conhecemos, que na sociedade tibetana, por exemplo, é uma norma, resultado de 800 anos praticando esta postura. Isso une o mundo”, conclui Ekman.

Exatamente por isso você geralmente grita amarradão quando vê alguém passando por dentro daquele tubo incrível, mesmo que seja um estranho. Porque naquele momento vocês se identificam, dividem a mesma emoção causada pelo oceano e se unem neste processo.

Razão (editorial) Onda Magazine #3

setembro 29, 2011

Aloha, emoções humanas e a essência do surfe

“O surfe profissional percorreu um longo caminho desde 1976 e encontra-se agora na sua quarta década de existência. Hoje, os melhores surfistas ganham milhões de dólares com publicidade e levam 100 mil dólares pelo primeiro lugar em eventos da ASP, o que representa mais de três vezes o meu rendimento anual como campeão mundial naquele ano de 1976…”, escreveu Peter Townend, lenda viva do surfe e membro do conselho editorial da Onda Magazine, para a segunda edição da revista.

Como basicamente todas as progressões da vida, esta evolução do esporte traz implicações positivas e novos desafios. Os aspectos positivos são evidentes: melhores salários, mais infraestrutura, aceitação do esporte, que pode ser usado como base para inúmeros propósitos saudáveis, entre muitos outros. Mas quais são os novos desafios relacionados à expansão que o surfe sofreu como esporte nos últimos 40 anos?

Atualmente, observando os surfistas em geral, tenho a impressão que existe algo além do limite que pode ser entendido como uma disputa natural para pegar as melhores ondas. Acertar grandes movimentos, como aéreos e manobras com giro, por exemplo, e se destacar são, geralmente, orientações que nós (como grupo) seguimos muito mais do que seguimos o que dizem as ideias originais vinculadas ao surfe: o Espírito Aloha. Esse é o principal desafio. O surfe se profissionalizou e agora, muitas vezes, segue a premissa básica do mercado corporativo: o resultado é o mais importante. A performance é a coisa mais importante.

Segundo os havaianos, “Aloha significa afeição, amor, paz, compaixão e misericórdia”. Derivado da etimologia folclórica havaiana, o termo também remete às ideias de presença, face, compartilhar e ao Sopro da Vida (breath of life ou essence of life). Acredito que todo surfista sabe o que Aloha significa, mas a prática diária, seja com um lineup ou com as ruas lotadas de carros, é que oferece o grande desafio. Você cumprimenta os outros surfistas quando chega lá fora? Ou sai remando como louco para pegar a sua primeira onda? Esse é o principal desafio: coexistir em paz em um mundo cada vez mais lotado e competitivo. E o surfe pode nos ajudar com isso.

Com matérias que abordam a universalidade das emoções no surfe (todos sentimos as mesmas emoções básicas e a diferença encontra-se em como reagíamos a elas), a vida de um big rider que acredita que “a sociedade ocidental valoriza demais a competição”, a segunda parte da história que conta como o surfe profissional evoluiu nas últimas quatro décadas, da simplicidade e magia dos primórdios até os dias atuais, e muito mais, esta edição da Onda Magazine ressalta as emoções humanas e o Espírito Aloha antes dos resultados e competições.

Durante uma entrevista que fiz com o fotógrafo australiano Tim Mckenna, perguntei quem era o surfista preferido dele. Ele me disse: “Esse garoto que eu conheci era, aos meus olhos, o melhor surfista do mundo, não porque ele ganhou títulos mundiais ou surfou as maiores ondas, mas porque era a personificação de tudo o que o surfe representaQuem surfasse ou simplesmente estivesse ao lado dele era imediatamente cativado pelo amor que ele sentia pela vidaEle era capaz de comunicar a essência do surfe por meio da sua própria vidaUm oceano de risadas, respeito, inocência, amizade e generosidadeo símbolo de uma nova geração de atletas, tão puro ao ponto de ser capaz de mostrar emoções reaisnão unicamente as emoções de surfar ondas gigantes ou vencer competições, mas a simples emoção de amar o oceano e ser cúmplice de todos os seus segredos e belezas“, referindo-se ao surfista taitiano, Malik Joyeux.

Compartilhar com alegria a essência da vida é o que Aloha realmente traduz e esta é a melhor lição que o surfe pode ensinar: estar no mar (ou em qualquer lugar) com outros seres humanos é uma benção.

Aloha bro!

Onda Magazine #3

setembro 16, 2011

West Africa

setembro 14, 2011

35 dias de sonho, surfando ondas perfeitas….

com apenas dois amigos na água!

Obrigado Mãe Natureza pelos momentos de alegria e plenitude!

ONDA MAGAZINE #2

julho 8, 2011

Sobre campeões e samurais

maio 11, 2011

No MMA (Mixed Martial Arts) existe uma diferença grande entre ser um campeão e se tornar um Samurai e, apesar de parecer estranho, a derrota é geralmente o fator decisivo. Para ser o campeão de uma das categorias do UFC, por exemplo, você precisa se preparar a vida toda, dominar com muita competência diversas artes marciais, participar de eventos menores até chegar ao topo, ganhar consecutivamente para conquistar o direito de lutar pelo título e finalmente vencer a batalha pelo cinturão. Complicado? Bom, para se tornar um Samurai a coisa é ainda mais séria… 

Além de tudo isso, para ser um Samurai, seja na competição do MMA ou na vida, você precisa enfrentar os seus maiores medos e passar por cima do seu ego, o que muitos atletas extremamente talentosos não conseguem fazer. Preferem parar enquanto estão no auge e evitam algumas lutas.  

Nós fomos criados em um modelo que nos obriga a ser vencedores, campeões, e isso implica em não ser derrotado ou demonstrar fraquezas. NUNCA! Esses são os campeões, que necessariamente PRECISAM SER DERROTADOS, precisam enfrentar os seus maiores pesadelos, com honra e dignidade, para então se tornarem Samurais. Você levanta, cai e SE LEVANTA NOVAMENTE!

 

A luta do Mauricio Shogun contra o Jon Jones, por exemplo. Nesse combate (o Shogun foi demolido) o campeão se tornou um Samurai. O Shogun, então detentor do título, muito provavelmente sabia que aquela não era uma luta boa para ele, porque o Jones estava voando e vinha literalmente atropelando todo mundo. Apesar disso, ele aceitou a batalha, foi para cima do Jones, apanhou como gente grande, perdeu e disse o seguinte durante a entrevista que o Joe Rogan faz após o fim da luta: “Ele é um lutador completo. O Muay Thai dele é incrível e o chão também. Ele está de parabéns”.  Simples assim. Sem desculpas, sem ego. Você levanta, cai e SE LEVANTA NOVAMENTE!

“You rise, you fall, you’re down then you rise again
What don’t kill ya make ya more strong
Rise, fall, down, rise again
What don’t kill ya make ya MORE STRONG”

 

Onda Magazine

janeiro 17, 2011

O surfe evoluiu. De pranchas que pesavam mais de setenta quilos e basicamente não faziam curvas até o moderno equipamento de tow surf, com roupas revestidas em kevlar e outras inovações consideradas inviáveis há pouco tempo. Paralelamente, os surfistas e a comunidade relacionada ao esporte evoluíram também. Hoje temos todos os tipos de pessoas pegando Onda, de empresários neoliberais a fazendeiros, de religiosos a ateus, de digitais a analógicos, dos mais ricos aos mais pobres e muito mais. Diferentes mentalidades, muito provavelmente, com apenas dois aspectos em comum: o surfe e a capacidade de pensar. Os veículos de surfe em circulação no Brasil exploram o primeiro, sem dúvida.  A Onda Magazine chega para unir ambos.

Uma nova proposta editorial

Quebrar o paradigma que restringe a perspectiva dos surfistas ao que existe somente no universo do surfe é a proposta da Onda Magazine. Os melhores tubos e manobras, as maiores ondas, lajes e picos secretos, os aéreos mais altos e inovadores, os atletas que mais se destacam, as principais novidades, arte, música, além de todos os temas e imagens que naturalmente são interessantes para os surfistas serão o norte da linha editorial da revista, assim como acontece com as publicações de surfe em todo o planeta. A grande diferença é que não vamos nos ater a estes tópicos. Ou seja, não vamos simplesmente apresentar o que existe de melhor no universo do surfe, e sim usar o que existe de melhor no universo do surfe para abordar temas em ciências, política, empreendedorismo e economia, comportamento, espiritualidade e cultura, para citar alguns. A linha editorial da Onda Magazine parte do pressuposto que os surfistas são inteligentes e pretende estimular o raciocínio para ampliar o horizonte do leitor, usando sempre o surfe como o cerne da abordagem.

 

Da esquerda para a direita: Bruno Caiafa, Marcos Bocayuva, Cesar Calejon, Nando Haber, Arthur Ferraz, e Daniel Mendes.

O projeto da Onda traz uma nova alternativa para o mercado editorial brasileiro: conhecimento e o que existe de melhor no surfe mundial no mesmo veículo. Cada edição da revista será cuidadosamente elaborada, do trabalho de pesquisa e apuração dos colaboradores de texto à seleção do material fotográfico e arte final. As seções fixas estão sob a responsabilidade de um time de profissionais com décadas de experiência nas suas respectivas funções. São jornalistas, fotógrafos, atletas, apneístas, big riders e personalidades que vivem toda a intensidade do oceano cotidianamente. A Onda roda nas banca(das) a partir de abril. Uma nova perspectiva do que pode ser feito com o surfe em termos editoriais.

 

PORQUE SEM ONDA NÃO TEM SURFE!

O Todo Poderoso Deliberado – The Almighty Will

dezembro 23, 2010

As ciências mais recentes, como a física quântica, e novos experimentos estão utilizando o método científico para concluir o que Allan Kardec ressaltou de forma muito intensa em O Livro dos Espíritos, em 1857: a única coisa que pode realmente lhe prejudicar é o uso equivocado das suas próprias escolhas.

O trabalho do Dr.Emoto (vídeo) é fascinantemente ilustrativo neste sentido. DELIBERAÇÃO É A CHAVE :

“Investigando a matéria no nível subatômico, você encontra níveis de pura abstração. Pense em uma célula-tronco, que pode se transformar tanto em um dente como em cabelo…assim é o que você chama de realidade em seu estado mais bruto…”

Chico Xavier e a fórmula da “paz ciência”

maio 25, 2010

Mais de 450 livros publicados, traduzidos para 33 idiomas e 92 anos na Terra dedicados a aliviar a dor e promover a evolução dos seres humanos. Os céticos diziam que ele seria desmascarado e cairia. Chico, no entanto, disse que não cairia, pois nunca havia se levantado….

Esta semana assisti ao filme do médium Francisco Cândido Xavier, que, apenas dez dias após o seu lançamento, já tinha batido um recorde histórico: a produção nacional que levou mais de 1,3 milhões de espectadores aos cinemas, sendo a mais assistida na primeira semana de estreia nos últimos 20 anos….Chico Xavier estava certo.

Proveniente de uma família pobre em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, Chico era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier e teve o seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Ainda menino, ele sofreu muito na casa de sua madrinha, foi muito maltratado, chegando a levar garfadas na barriga.

Chico terminou o curso primário em 1924 e não voltou a estudar, iniciando trabalho como auxiliar de cozinha em um restaurante no ano seguinte. Em maio de 1927 ele participou de uma sessão espírita, onde viu o espírito de sua mãe, que lhe aconselhou a ler as obras de Allan Kardec. Em junho deste mesmo ano ele ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga e iniciou os trabalhos de psicografia. Em 1928, aos 18 anos, começou a publicar suas primeiras mensagens psicografadas nos jornais O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.

“Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor. Magoar alguém é terrível!”, Chico Xavier.

Desde então, o médium foi criticado e desacreditado por muitas pessoas e instituições, mesmo tendo provado as suas aptidões de todas as formas possíveis, em veículos de abrangência nacional, inclusive, como no Programa Pinga Fogo. Nesta ocasião, Chico redigiu uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial: o caso de Goiânia. José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz, que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, via textos psicografados por Chico Xavier.

“Deixe algum sinal de alegria onde passes…”, Chico Xavier.

Apesar de todas as criticas, descrença e agressividade que enfrentou praticamente durante toda a vida, Chico Xavier nunca respondeu da mesma forma. Ele sempre assumiu uma postura doce e “paz ciente”. Eu fico feliz em saber que milhões de pessoas já assistiram ao filme dele, porque ele sintetiza como poucos seres humanos uma mensagem de amor, tolerância, força, altruísmo, doação e sabedoria, tudo o que o nosso mundo precisa atualmente.

“Você nem sempre terás o que desejas, mas enquanto estiveres ajudando aos outros encontrarás os recursos de que precisa”, Chico Xavier.

Wanna live forever? WTF do you really want then?

maio 6, 2010

A maioria de nós reclama constantemente por falta de tempo. Principalmente em uma cidade como São Paulo, dizer algo tipo “nossa que correria” é basicamente uma obrigação tácita que endossa o seu caráter e o quanto você deve ser respeitado pelos demais.

A verdade, pelo menos pra mim, é que não é TEMPO que está em jogo. Você vive muitas vidas, quantas forem necessárias, ou seja, não é o tempo e sim o SOFRIMENTO que está em jogo. Você tem todo o tempo do mundo para errar, mas, quando o faz e finalmente entende o seu engano, você sofre. E ninguém quer sofrer.

Esse raciocínio me remete ao ditado popular que diz: “Reclamar é fácil, o problema é saber o que você realmente quer…”. O que você quer de fato? Viver para sempre? Bom, acredito que você não tem escolha neste quesito: você é IMORTAL! Sofrer para sempre? Aqui sim a escolha é toda sua….


“Most people have a full measure of life and most people just watch it slowly drip away..but if you can summon it all up… at ONE TIME… in ONE PLACE… you can accomplish something GLORIOUS”, Ramirez in HIGHLANDER!