Sobre campeões e samurais

maio 11, 2011

No MMA (Mixed Martial Arts) existe uma diferença grande entre ser um campeão e se tornar um Samurai e, apesar de parecer estranho, a derrota é geralmente o fator decisivo. Para ser o campeão de uma das categorias do UFC, por exemplo, você precisa se preparar a vida toda, dominar com muita competência diversas artes marciais, participar de eventos menores até chegar ao topo, ganhar consecutivamente para conquistar o direito de lutar pelo título e finalmente vencer a batalha pelo cinturão. Complicado? Bom, para se tornar um Samurai a coisa é ainda mais séria… 

Além de tudo isso, para ser um Samurai, seja na competição do MMA ou na vida, você precisa enfrentar os seus maiores medos e passar por cima do seu ego, o que muitos atletas extremamente talentosos não conseguem fazer. Preferem parar enquanto estão no auge e evitam algumas lutas.  

Nós fomos criados em um modelo que nos obriga a ser vencedores, campeões, e isso implica em não ser derrotado ou demonstrar fraquezas. NUNCA! Esses são os campeões, que necessariamente PRECISAM SER DERROTADOS, precisam enfrentar os seus maiores pesadelos, com honra e dignidade, para então se tornarem Samurais. Você levanta, cai e SE LEVANTA NOVAMENTE!

 

A luta do Mauricio Shogun contra o Jon Jones, por exemplo. Nesse combate (o Shogun foi demolido) o campeão se tornou um Samurai. O Shogun, então detentor do título, muito provavelmente sabia que aquela não era uma luta boa para ele, porque o Jones estava voando e vinha literalmente atropelando todo mundo. Apesar disso, ele aceitou a batalha, foi para cima do Jones, apanhou como gente grande, perdeu e disse o seguinte durante a entrevista que o Joe Rogan faz após o fim da luta: “Ele é um lutador completo. O Muay Thai dele é incrível e o chão também. Ele está de parabéns”.  Simples assim. Sem desculpas, sem ego. Você levanta, cai e SE LEVANTA NOVAMENTE!

“You rise, you fall, you’re down then you rise again
What don’t kill ya make ya more strong
Rise, fall, down, rise again
What don’t kill ya make ya MORE STRONG”

 

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abril 6, 2011

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PORQUE SEM ONDA NÃO TEM SURFE!

Festa de lançamento Onda Magazine

março 31, 2011

Com muita gente bonita, open bar, música de primeiríssima qualidade e arte ao vivo, ontem rolou a festa de lançamento da Onda Magazine. Cerca de 600 pessoas lotaram o Josefine SP, no Itaim, em São Paulo, para conhecer o projeto da revista e celebrar com o time da redação.

      O Josefine SP bombou com mais de 600 pessoas!

       O artista Keto mandou ver nas telas durante a festa…

                                                    Começamos muito bem…

Onda Magazine

janeiro 17, 2011

O surfe evoluiu. De pranchas que pesavam mais de setenta quilos e basicamente não faziam curvas até o moderno equipamento de tow surf, com roupas revestidas em kevlar e outras inovações consideradas inviáveis há pouco tempo. Paralelamente, os surfistas e a comunidade relacionada ao esporte evoluíram também. Hoje temos todos os tipos de pessoas pegando Onda, de empresários neoliberais a fazendeiros, de religiosos a ateus, de digitais a analógicos, dos mais ricos aos mais pobres e muito mais. Diferentes mentalidades, muito provavelmente, com apenas dois aspectos em comum: o surfe e a capacidade de pensar. Os veículos de surfe em circulação no Brasil exploram o primeiro, sem dúvida.  A Onda Magazine chega para unir ambos.

Uma nova proposta editorial

Quebrar o paradigma que restringe a perspectiva dos surfistas ao que existe somente no universo do surfe é a proposta da Onda Magazine. Os melhores tubos e manobras, as maiores ondas, lajes e picos secretos, os aéreos mais altos e inovadores, os atletas que mais se destacam, as principais novidades, arte, música, além de todos os temas e imagens que naturalmente são interessantes para os surfistas serão o norte da linha editorial da revista, assim como acontece com as publicações de surfe em todo o planeta. A grande diferença é que não vamos nos ater a estes tópicos. Ou seja, não vamos simplesmente apresentar o que existe de melhor no universo do surfe, e sim usar o que existe de melhor no universo do surfe para abordar temas em ciências, política, empreendedorismo e economia, comportamento, espiritualidade e cultura, para citar alguns. A linha editorial da Onda Magazine parte do pressuposto que os surfistas são inteligentes e pretende estimular o raciocínio para ampliar o horizonte do leitor, usando sempre o surfe como o cerne da abordagem.

 

Da esquerda para a direita: Bruno Caiafa, Marcos Bocayuva, Cesar Calejon, Nando Haber, Arthur Ferraz, e Daniel Mendes.

O projeto da Onda traz uma nova alternativa para o mercado editorial brasileiro: conhecimento e o que existe de melhor no surfe mundial no mesmo veículo. Cada edição da revista será cuidadosamente elaborada, do trabalho de pesquisa e apuração dos colaboradores de texto à seleção do material fotográfico e arte final. As seções fixas estão sob a responsabilidade de um time de profissionais com décadas de experiência nas suas respectivas funções. São jornalistas, fotógrafos, atletas, apneístas, big riders e personalidades que vivem toda a intensidade do oceano cotidianamente. A Onda roda nas banca(das) a partir de abril. Uma nova perspectiva do que pode ser feito com o surfe em termos editoriais.

 

PORQUE SEM ONDA NÃO TEM SURFE!

O Todo Poderoso Deliberado – The Almighty Will

dezembro 23, 2010

As ciências mais recentes, como a física quântica, e novos experimentos estão utilizando o método científico para concluir o que Allan Kardec ressaltou de forma muito intensa em O Livro dos Espíritos, em 1857: a única coisa que pode realmente lhe prejudicar é o uso equivocado das suas próprias escolhas.

O trabalho do Dr.Emoto (vídeo) é fascinantemente ilustrativo neste sentido. DELIBERAÇÃO É A CHAVE :

“Investigando a matéria no nível subatômico, você encontra níveis de pura abstração. Pense em uma célula-tronco, que pode se transformar tanto em um dente como em cabelo…assim é o que você chama de realidade em seu estado mais bruto…”

Tempos Modernos

novembro 16, 2010

PRESTE MUITA ATENÇÃO aos argumentos apresentados neste vídeo. Na minha opinião, eles resumem bem o atual momento da humanidade:

“Yes I know my enemies
They are the teachers who taught me to fight me
Compromise, conformity, assimilation, submission
Ignorance, hypocrisy, brutality, the ELITE
All of which are American dreams”, Zack de la Rocha!

 

Andy Irons e o legado dos gênios

novembro 3, 2010

A comunidade surfe está em luto.  Andy Irons morreu ontem aos 32 anos, em um quarto de hotel, em Dallas, Texas (EUA). A causa da morte ainda é desconhecida. Fala-se em dengue, mas existe uma boa chance de overdose de Methadone, um opióide amplamente usado na Austrália para tratar viciados em heroína…

De qualquer maneira, a trágica morte de Andy remete ao legado que a maioria dos gênios deixa à humanidade: intensidade.  De James Dean até Andy Irons, todos eles parecem ser grandes demais, intensos demais, loucos demais para viver neste mundo.

Find peace wherever you may roam Andy Irons!

33 dias no paraíso!

outubro 8, 2010

Com points perfeitos e um dos beach breaks mais fortes do mundo, o México é o destino certo para quem quer surfar todos os dias: de ondas grandes e pesadas a points que rodam tubos perfeitos e mais leves por centenas de metros.  Água quente e muitas vezes sem crowd!

Zicatela – Set/10

Mother Nature

Zicatela 5 de set/10

…in the end it’s all about people!

down south and no one in the water

up north and no one in the water

 

México e a real medida

agosto 23, 2010

Em alguns dias embarco para a minha primeira temporada no México. Conhecer Puerto Escondido é um sonho de criança, que mistura excitação e medo, considerando os canudos que o pico notoriamente oferece.

O respeito que eu sinto vendo aquelas ondas me fascina, porque hoje,  o mercado corporativo, principalmente, funciona com doses obscenas de hipocrisia e “somebody love”. Isso significa basicamente ser bom em “marketing pessoal”, para usar um eufemismo aceitável, e ter o estereótipo desejado. Isso acontece no mercado do surfe e em qualquer outro: a forma é tão ou mais importante do que o conteúdo, desgraçadamente.

Felizmente, no mar a coisa não segue esta máxima. Ou seja, não existe “somebody Love”, “marketing pessoal” etc. Principalmente acima dos 6 ou 8 pés, existe o que você pode ou não fazer, todo o resto vai te matar afogado ou por impacto. Simples assim. É só uma questão de botar para baixo…e escapar para contar a história. Essa é a real medida que indica o quanto você se preparou e do que é realmente capaz. Pouco importa o estereótipo ou a sua lábia….

O dia em que perdi interesse pelo MMA (e basicamente por todas as outras competições esportivas)

agosto 8, 2010

Meu interesse pelo MMA (Mixed Martial Arts), que começou há muito tempo em virtude de toda a humildade e competência do russo Fedor Emelianenko, terminou ontem, dia 7 de agosto de 2010, com a luta do brasileiro Anderson Silva, considerado por muitos o melhor lutador de vale-tudo de todos os tempos, versus o estadunidense Chael Sonnen.

Esse é um highlight com os melhores momentos do Anderson Silva, para que você entenda do que estou falando:

O que para a grande maioria das pessoas foi uma virada histórica do brasileiro no último round, serviu para esvaziar o meu interesse pelo UFC (Ultimate Fighting Championship), organizado pelo Dana White, um dos maiores empresários de lutas que o mundo já viu.

Eu explico. Acredito que o Sr. White escreve o roteiro de quem, como e quando ganha!  É claro que isso não acontece em todas as lutas, mas, assim como ocorre com as partidas mais importantes de futebol ou corridas de Formula 1, o UFC instruiu ontem o Anderson Silva de como agir durante a luta. E ele acatou.

Quem conhece o brasileiro sabe do que estou falando. Com 27 vitórias e apenas 3 derrotas legitimas em sua carreira, Anderson Silva nunca tinha sido nocauteado. Ele lutou contra diversos adversários que venceram o Chael Sonnen com facilidade, como o também brasileiro Demian Maia, Forrest Griffin, Dan Henderson, entre outros. Contra o Griffin, por exemplo, ele demonstrou tanta superioridade que esquivou os golpes do oponente com a guarda baixa para nocauteá-lo em seguida com classe. Ontem, contudo, Anderson estava irreconhecível.

Apesar de ter finalizado o Sonnen com um triangulo, após ter apanhado por cinco rounds, o brasileiro demonstrou apatia (propositadamente a meu ver) durante todo o evento.  Levou socos no queixo sem levantar a guarda ou tentar se esquivar, não foi capaz de defender single legs (um movimento básico no qual o oponente agarra uma das suas pernas para lhe derrubar) e não tentou uma única raspagem (sair de baixo do adversário invertendo a posição) sequer uma vez. Por vezes parecia estar tomando cuidado para não deixar transparecer demais o que estava acontecendo. Seria como ver o Pelé incapaz de dominar a bola direito…

Agora, por que deveríamos acreditar que ele seria capaz de defender todas as tentativas de takedowns (derrubar) do Demian Maia, melhor lutador de jiu-jitsu do UFC, e não do Sonnen? Por que deveríamos acreditar que ele seria capaz de esquivar os socos do Forest Griffin brincando e não do Sonnen? E por que diabos alguém que ganha de virada nos últimos dois minutos fica com aquela cara de decepção e constrangimento no fim da luta?

Porque os interesses corporativos regem o mundo e o Anderson Silva é, atualmente, o produto mais rentável do Sr.White. O Anderson humilhou muitos adversários estadunidenses, o que trouxe certa antipatia junto ao público norte-americano em geral. Esse foi um roteiro bem organizado para reverter esta situação. Além de estabelecer o Sonnen, que tem ambições políticas claras, como alguém corajoso e capaz de manter o que promete, considerando todos os insultos ao próprio Anderson e ao Brasil emitidos por ele antes do confronto. Funcionou. Jogada de mestre do Sr.White.

Veja, por exemplo, como a imprensa brasileira abordou o caso:

Lembrei do Felipe Massa recebendo a instrução da Ferrari: “Alonso IS FASTER THAN YOU”. Para que o brasileiro desse a passagem e a vitória ao espanhol. Jura? Ele está mais rápido? Então eu não preciso abrir para ele passar, uh?

O mundo todo é um palco hoje em dia e os interesses corporativos comandam o show.