A Universalidade das Emoções

Um dos principais pontos constantemente ressaltados pelo Dalai Lama, o líder espiritual do povo tibetano, é que os seres humanos, independentemente de nacionalidade, nível de instrução ou qualquer outro aspecto relacionado ao contexto no qual o individuo está inserido, são basicamente iguais. Isso quer dizer que sentimos as mesmas emoções elementares e a diferença encontra-se em como reagimos a elas.

O trabalho do pesquisador Paul Ekman, psicólogo estadunidense pioneiro no estudo das emoções e expressões faciais, parece realmente apontar nesta direção. Ekman realizou estudos culturais com tribos isoladas em muitos países ao longo dos anos, exibindo fotos de rostos humanos que demonstravam diferentes tipos de emoções para membros destas comunidades. Vale ressaltar que estes sequer o conheciam ou tinham realizado qualquer tipo de contato prévio com outros seres humanos que não os habitantes das suas próprias tribos, ou seja, o fator cultural não estava presente na equação.

Ekman descobriu que os membros das tribos, apesar do isolamento e da ausência do contexto cultural, eram perfeitamente capazes de reconhecer as emoções demonstradas nas faces. Após muitos anos de trabalho, o pesquisador concluiu que algumas expressões emocionais são universais: felicidade, tristeza, raiva, medo, asco e surpresa.

As expressões faciais podem universalmente comunicar as emoções. O fato de diferentes culturas apresentarem formas semelhantes de expressão facial pode sugerir que estas manifestações sejam programadas geneticamente. Ao mesmo tempo, maneiras distintas de expressar emoção dentro de uma cultura sugerem que existem sim componentes que são aprendidos e totalmente referentes ao contexto cultural.

“Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns criados por nós em conseqüência de diferenças ideológicas, religiosas, raciais, econômicas. Entretanto, chegou o momento de pensarmos em um nível mais profundo, em nível humano, e a partir daí apreciar e respeitar essa mesma condição nos outros seres humanos. Devemos construir relacionamentos mais próximos, de confiança mútua, compreensão e ajuda. Todos querem a felicidade e evitar o sofrimento. Todos têm o mesmo direito de ser felizes, e aí reside a nossa igualdade fundamental. Não é necessário seguir filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso próprio coração é o nosso templo. A filosofia é a bondade”, Dalai Lama.

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2 Respostas to “A Universalidade das Emoções”

  1. Denise Says:

    Essa pesquisa é reveladora mesmo para nos aproximar a todos, já que parecemos nos distanciar tanto da essência.
    O bom é que estamos ‘pertinho’ de Dalai Lama e sua filosofia da bondade.
    Gosto muito dessa entrevista dele:

    Não é nova, mas é atemporal.
    Beijão.

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